2.6.09

Espanha e judeus de Salônica: informações da Fundação Raoul Wallenberg



Rota de deportação


Cônsul geral da Espanha em Atenas entre 1944 e 1945, Sebastián Romero Radigales salvou mais de 500 judeus sefaradis de Salônica, entre eles 366 prisioneiros do campo de Bergen Belsen, que foram embarcados para a Palestina via Atenas. Essa pouco conhecida história de peripécias diplomáticas e pressões sobre o franquismo, resgatada graças à Fundação Raoul Wallenberg (http://www.raoulwallenberg.net/?es/salvadores), faz parte da série Revelações sobre el Holocausto, do jornalista espanhol Eduardo Martin de Pozuerlo.

A série, publicada no jornal La Vanguardia, foi premiada pela Fundação Raoul Wallenberg por conter informações inéditas, garimpadas nos arquivos nacionais do Reino Unido, em Londres, sobre o Holocausto e a Espanha. “A obscura política do franquismo em relação aos sefaradis e, paralelamente, o extraordinário comportamento de alguns diplomatas espanhóis, é algo que deve ser investigado, contado e recordado, junto com [o comportamento] de todos aqueles que arriscaram a vida por seus semelhantes”, escreve o jornalista.

Salônica durante séculos abrigou uma florescente comunidade de descendentes de judeus portugueses e espanhóis. A comunidade, de 60 mil pessoas em 1941, foi praticamente exterminada em campos de concentração. Quando a Segunda Guerra terminou, restavam apenas 1.200 judeus, a maioria dos quais emigrou para Israel.