3.11.09

Esplendor dos Camondo - de Constantinopla a Paris (1806-1945)

Um percurso fascinante, cosmopolita, interrompido de maneira trágica pela Segunda Guerra e o Holocausto: essa exposição, com obras que vão da Antiguidade ao impressionismo, fica no Museu de Arte e História do Judaismo, em Paris (Museu de Arte e História do Judaismo, Paris) de 6 de novembro a 7 de março (rue du Temple, 71, a 300 metros do Centro Pompidou).


Durante cinco gerações, os Camondo, uma das grandes fortunas do Império Otomano, foram banqueiros, mecenas, colecionadores de arte e filantropos. Comprometidos com os ideais do Iluminismo, criaram a primeira escola judaica laica da Turquia e foram co-fundadores, em 1864, da Aliança Israelita em Constantinopla.

Emigraram para Paris em 1869-70 e participaram de numerosos projetos importantes, inclusive o financiamento da construção do canal de Suez. Isaac de Camondo, sobrinho-neto do fundador, deixou ao morrer, em 1911, suas coleções para o Louvre, entre elas obras de Manet, Degas e Cézanne, esculturas renascentistas e arte oriental. O outro sobrinho-neto, Moïse, morreu em 1935 e legou ao governo sua mansão na rue de Monceau, além de obras de arte. Em homenagem ao seu filho Nissim, aviador francês morto em combate em 1917, o Museu Nissim de Camondo foi inaugurado em 1936.

Na Segunda Guerra, a filha de Moïse, Beatrice, seu marido e dois filhos foram assassinados em campos de concentração, o que pôs fim à dinastia.